No recente acontecimento adverso meterológico, o furacão ou a tempestade Leslie, provou ao país, uma vez mais a inevitabilidade das alterações climáticas. Uns dirão que não concordam, outros irão acompanhar essa teoria. A verdade é que não faltam exemplos, nesta pequena mas grande nação, de que é real e está a acontecer agora! Incêndios cada vez mais desvatadores, processo continuo e acelarado de erosão costeira, cheias rápidas resultado de enormes dilúvios limitados no tempo e no espaço. É certo que, muitos destes acontecimentos, já sucederam no passado. É verdade sim, mas também não deixa de ser verdade a ocorrência cada vez mais regular destes fenómenos, que podem passar de excepção a regra. É dessa questão que temos de falar, sem medos nem desinformação.
Devido ao tema, trago o tema da comunicação, e da disponibilidade da informação. Neste episódio, destacou-se a comunicação e a disponibilidade de informações que tão úteis são, para quem no terreno viveu (ou mesmo até familiares) momentos difícieis: seja porque não têm luz, seja porque não têm água, seja porque a ajuda, infelizmente, ainda não chegou. Mas não da parte, das autoridades oficias, mas sim de um grupo de voluntários, o VOST Portugal, que tão bem informou todos através da rede social Twitter. Provou-se que, em tempos em que ela é necessária, a comunicação oficial não esteve disponível ou pelo menos, não com a devida regularidade.
Por isso, sim, é necessário dizer não ao facilistimo com que se encara a coisa pública, pois transparece a ideia, no mundo actual (com demasiada e tão diversificada informação disponível), de inação dos serviços públicos. Não pode ser assim, não deve ser assim. Temos conhecimento, temos essas plenas capacidades enquanto humanos, desenvolvidas por nós em parte mas que são transversais à construção da própria humanidade. Nós temos estas ferramentas, cabe a nós saber, quando e se, podemos fazer uso delas.
By Marco Maia - 25/10/2018